Sobre os cortes e a Reforma da Previdência

por Raphael Mirko

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Mais uma vez me vejo obrigado a palpitar sobre o que está ocorrendo na nação brasileira:

Como todos sabem sou defensor de uma autocracia autárquica centralizada, mas ao mesmo tempo é necessário ter a ciência de que a chance de isso ocorrer agora é igual a zero, portanto vamos para a prática. Um modelo econômico que tem me atraído bastante é o da Bolívia, por conta do seu alto crescimento com uma média superior aos 5% há mais de cinco anos (mais que os Estados Unidos), e com responsabilidade fiscal, engana-se quem pensa que o Estado boliviano é um Estado gastador, talvez os ‘Eduardos Moreiras’ da vida deveriam parar de tentar lacrar a todo instante na economia, sentar numa cadeira e debruçar-se sobre a situação fiscal do Brasil, deixando o argumento de autoridade de lado, como por exemplo o de que foi eleito um dos três melhores economistas do Brasil, até porque foi considerado por uma revista que meia dúzia pessoas leem, então esse argumento de autoridade não deveria funcionar, segundo que essa imagem de “ex banqueiro bonzinho” também não cola, o objetivo dele é ser viabilizado politicamente. Acontece que o governo federal vem fazendo uma série de cortes em várias áreas, as principais são as áreas da educação que foram R$7,4 bi e R$5,8 bi nas forças de defesa (para citar apenas as que caíram na mídia), importante lembrar que não são cortes definitivos, são contingenciamentos, ou seja, esse dinheiro poderá voltar para essas áreas assim que o orçamento for colocado dentro do teto de gastos.

Por que o Bolsonaro está cortando das forças de defesa da nação, sendo que foi um dos pilares que o ajudou a ser eleito? Você é ingênuo assim mesmo a ponto de achar que de fato ele está cortando despesas da educação superior por conta da maconha do playboy no campus e a sodomia generalizada? Eu acredito que você lacrador seja ingênuo sim a esse ponto e está se achando o perseguido político apenas por ‘dar uns tragos’, mas vamos lá, essa é a retórica que o governo usa para convencer a massa acéfala de apoiadores e ao mesmo tempo causar indignação no homem-bovino (isso ele sabe fazer muito bem), mas a verdade é que existe um teto de gastos para o déficit primário que seria de R$139 bi proposto pela Lei de Diretrizes Orçamentárias e para passar desse limite seria necessário uma aprovação do congresso, caso contrário o presidente poderia ser enquadrado na lei de responsabilidade fiscal, podendo gerar um pedido de impeachment já no primeiro ano de governo. E para evitar isso o governo está cortando de todas as áreas. E o mesmo projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias autoriza um déficit de R$110 bi para 2020, ou seja, o déficit imposto é menor que o deste ano e ao que tudo indica a situação fiscal em 2020 será pior, então se preparem para mais cortes em diversas áreas, se querem aliviar tudo isso, roguem pela reforma da previdência, um Estado só pode se desenvolver com dinheiro em caixa, antes de compartilhar notícia amalucada de que a Alemanha está investindo 160 bilhões de euros entre o período de 2021 a 2030, lembre-se de como é a previdência lá, lembre-se também da produtividade do trabalhador alemão e não esqueça que a carga tributária sobre a renda lá é a segunda maior do mundo e mesmo assim em proporção INVESTIMENTO x PIB, o Brasil investe mais em educação que a Alemanha. Não adianta ter a produtividade igual a de um iraquiano, impostos inferiores aos de Suécia, Alemanha e Reino Unido e querer ter um estado de bem-estar social igual ao dos escandinavos, não vai acontecer, primeiro vai ter que enriquecer, depois poupar e só por último gastar.

Qualquer um que se intitule nacionalista e diga que não há déficit na previdência, ou é débil mental ou simplesmente não é nacionalista, qualquer desenvolvimento nacional precisa de dinheiro.

De início era contra os cortes na educação, mas depois que vi doutores se pronunciando sobre isso sem saber fazer razoavelmente as quatro operações básicas, já que o sujeito é ao mesmo tempo contra a reforma da previdência e contra os cortes e não aponta outra saída para termos recursos (é matematicamente impossível manter os gastos sem que tenha a reforma), isso só deixou claro que a dinheirama investida em educação nos últimos anos não trouxe tanto retorno prático assim.

A verdade é que necessitamos urgentemente da reforma previdenciária, se é essa ou outra podemos discutir numa outra oportunidade, mas que precisamos, precisamos!

REFERÊNCIAS: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-41753995

https://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/os-r-250-bilhoes-que-deixam-bolsonaro-nas-maos-do-congresso-88gfr5vs0fmclqiipbfmttgp8/?fbclid=IwAR3Cp_vSbn3JPWnFn_rgl3zkHg4pINUsZtrWYuuPlspj52Wc-sET8qz6Uzs

https://g1.globo.com/economia/noticia/governo-propoe-manter-meta-de-rombo-de-r-139-bi-em-2019-e-ve-alta-de-3-no-pib.ghtml

https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/05/08/alemanha-anuncia-160-bilhoes-de-euros-para-universidades-e-pesquisa.ghtml

https://www.infomoney.com.br/minhas-financas/impostos/noticia/4859544/paises-com-maior-imposto-renda-mundo

https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/percentual-do-pib-brasileiro-dedicado-educacao-maior-do-que-em-paises-desenvolvidos-22858629

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Eduardo Moreira e a previdência: meio certo e meio errado.

Raphael Mirko*

Vi alguns vídeos do Eduardo Moreira falando sobre a reforma da previdência, e à primeira vista soa como música para os ouvidos, contudo, ao pesquisar mais a fundo, percebi que ele não tem nenhuma proposta para o problema posto (pelo menos não vi), apenas críticas ao modelo proposto pelo Paulo Guedes, em que, com certeza, há erros e privilégios para certas castas.

A conduta de Moreira é grotesca nesse assunto, um dos erros mais escandalosos divulgados por ele, partem duma ideia sem lógica de querer se infiltrar no mainstream da esquerda, por exemplo falando sobre as dívidas das empresas para com a previdência. É importante lembrar que a previdência social é um gasto corrente e mesmo que essas empresas paguem o deve, não seria o suficiente para cobrir o gasto CORRENTE.

Por exemplo, hoje no Brasil, muito mais pessoas se aposentam mais rápido do que morrem, todos os dias pessoas se aposentam num número maior do que morrem diariamente. Isso progressivamente cria um déficit e amplia o mesmo!

Ele, com razão, fala sobre a DRU – a desvinculação das receitas da união -,  nesse ponto eu concordo com ele. E é prova de que nem em tudo ele está errado, mas ele se aproveita de alguns pontos certos para levar uma ideia completamente errada da situação para as pessoas. Ele usou num dos vídeos um termo diferente para “capitalização”, quem é leigo tende a acreditar que ele está contra essa reforma justamente por ela beneficiar os bancos, mas o que ele defende é justamente isso.

Para termos um Estado de caráter desenvolvimentista é necessário que tenhamos poupança, é impossível ter poupança da maneira que está posta a atual previdência, se o déficit for aumentando, automaticamente os recursos para as áreas de desenvolvimento humano diminuirão.

Ahh, Mirko, mas aí é só dar calote na dívida”, temos que ter em mente que esse governo não vai dar calote e ele foi eleito com essa proposta de campanha, em 16 anos de PT/PMDB não tivemos calote, muito pelo contrário! E talvez não seja nem desejável – muito menos ainda na atual situação do país.

Outro dado interessante é que o brasileiro em certas regiões vive tanto quanto um alemão, mas se aposenta em média dez anos mais cedo que o alemão, no entanto o Brasil é mais pobre que a Alemanha, onde está a lógica? Concordo que devemos ter uma reforma no que se refere a idade com a realidade de cada região, não dá pra um engravatado de São Paulo se aposentar com a mesma idade que um trabalhador rural do nordeste, mas também não dá para ambos de aposentarem do modo que estão se aposentando.

Não irei me alongar mais, mas no geral é, o Eduardo Moreira faz marquetagem sobre a reforma da previdência, negar que ela é deficitária, é negar a realidade e é ser antinacionalista, porque um Estado só se desenvolve se tiver poupança, e sem uma reforma decente, nunca teremos.


*Raphael Mirko é estudante de história e economia;

Raphael Mirko – Observações acerca das mercadorias fictícias – uma visão de Karl Polanyi

por Raphael Mirko

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Primeiramente Polanyi busca traduzir os sistemas econômicos e as sociedades em épocas distintas, como por exemplo: o feudalismo, o mercantilismo e o capitalismo contemporâneo.

Polanyi escreve sobre isso em 1944, no seu livro “A Grande Transformação As origens da nossa época”. Ou seja Polanyi viu e provavelmente estudou sobre a grande crise de 1929, apesar dele não demonstrar explicitamente no livro, ele esboça com clareza os problemas de um mercado “autorregulado” que desaguou na crise de 1929. Então Karl Polanyi descreve que nas sociedades mais antigas, o mercado era um mero acessório de vida e não a atividade principal, basicamente porque nestes sistemas anteriores ao capitalismo, a terra não era uma mercadoria fictícia, ela era um capital, produto de “investimento” e não de especulação, no caso do feudalismo, e no mercantilismo a terra também não detinha um caráter especulativo, apesar da estrutura comercial que estava por emergir. Assim como a moeda se torna uma mercadoria fictícia no capitalismo moderno, quando anteriormente ela cumpria apenas a função de instrumento de troca e poder de compra de um produto, produto esse que não era produzido em escala, produto esse que era produzido artesanalmente, no caso do feudalismo, portanto o comprador esperava pela mercadoria e não o contrário, então a flutuação de preços era quase inexistente nesses casos, uma crise de superprodução era impossível. Esses “problemas” passaram a surgir somente com o advento da Revolução Industrial.

Com a Revolução Industrial passamos a ter a produção em escala, passamos a ter a lógica de que o trabalho também é uma mercadoria, ou seja, também passamos a ter a ideia da lei de oferta e demanda, vamos aos exemplos:

Quando um homem sentia a necessidade de comprar um novo par de sapatos durante a idade média, ele teria de ir até o sapateiro, encomendar o seu produto para que ele fosse feito manualmente.
Na sociedade de mercado, após a revolução industrial, os pares de sapatos passaram a ser produzidos em escala, não mais o cliente esperava pela mercadoria, a mercadoria esperava pelo cliente. Com isso, quando havia uma superprodução, havia logicamente uma queda generalizada nos preços de sapatos e quando havia uma grande procura pelos pares de sapatos, ou seja, mais pessoas querendo comprar pares de sapatos que estariam sendo vendidos no mercado, o preço dos pares de sapatos tenderiam a subir. Com isso, o risco para os donos dos meios de produção dentro de uma sociedade de mercado, eram drasticamente maiores e mais instáveis.

Para Karl Polanyi o liberalismo é completamente desconectado da natureza do homem, já que tudo é transformado em mercadoria, quando me refiro a “mercadoria”, quero dizer algo que existe para ser vendido, desde a mão-de-obra do trabalhador, o que poderia originar um caos, devido a sua insatisfação, passando pela mercadoria fictícia da terra e da moeda.
“Despojados da cobertura protetora das instituições culturais, os seres humanos sucumbiriam sob os efeitos do abandono social; morreriam vítimas de um agudo transtorno social, através do vício, da perversão, do crime e da fome.”¹

Mas qual o problema de tudo ser transformado em mercadoria fictícia? O problema é que quando algo se transforma em mercadoria, ela deixa de ser um direito, porque todos passam a interpretá-la como um meio direto ou indireto para o lucro.

Polanyi também era um crítico da extrema exploração ecológica, alertando para a possível revolta que a natureza poderia ter contra o homem que a explora visando o lucro desenfreado.
“A natureza seria reduzida a seus elementos mínimos, conspurcadas as paisagens e arredores, poluídos os rios, a segurança militar ameaçada e destruído o poder de produzir alimentos e matérias-primas.”²

Mas sem sombra de duvidas, deposito na conta da moeda o agente de mercadoria nefasta, uma vez que ela alimenta e se alimenta da especulação que acaba conduzindo à bolhas, bolhas que quando estouram, acabam desaguando no consumo, no crédito e no desemprego. Isso também ocorre com as bolhas imobiliárias que são cada vez mais comuns no ciclo doentio do capitalismo moderno que trabalha na lógica de “boom and bust”.

Polanyi ao longo de sua obra também alerta para as regulações de mercado que cresceram conforme foi expandindo a própria economia, quebrando o mito de “anarquia de mercado” que imbeciloides de gabinete defendem com unhas e dentes, jogando na lata do lixo toda a história econômica do capitalismo.

Parafraseando Perón, sem exatidão, não existe livre mercado, ou ele é controlado pelo Estado ou pela plutocracia.

REFERÊNCIAS
¹.pg 79 “A Grande Transformação As origens da nossa época”
².pg 79 “A Grande Transformação As origens da nossa época”

Por que o pessimismo com a bolsa de Nova Iorque?

Raphael Mirko*

Quando tivemos a crise de 2008 nós tivemos a maior depressão após 1928–1929, principalmente envolvendo o setor dos bancos nos EUA, certamente porque eles emprestavam muito mais do que tinham, com muito menos garantias que lhes eram necessárias, sendo assim o colapso foi inevitável e portanto a quebradeira se generalizou. Como de costume durante as crises nacionais ou internacionais o governo sempre há de socorrer os tais corporativistas, o que chamo de Robin Hood as avessas, já que quando os grandes bancos (ou quaisquer outros setores) lucram, o lucro é individual, quando são prejudicados pela própria incompetência (muitas vezes má fé, fraudando balanços e especulando muito mais do que se tem) os prejuízos são socializados com os pagadores de impostos que sequer sabem o significado da palavra “dividendo”, ou seja, o capital de quem trabalha e produz é desviado para a concentração de quem parasita e especula.

Então o governo americano para aquecer a economia novamente, derrubou as taxas de juros, isto é, o preço do dinheiro, sendo assim, os endividados teriam mais chances de pagar suas dívidas já que a agiotagem havia diminuído e aqueles que resolvessem tomar créditos, teriam mais facilidade para isso, ou seja, quando temos os juros baixos, você acaba ajudando a migração do capital especulativo para o capital produtivo, já que a rentabilidade do rentismo se torna quase que inexistente. Outra política monetária adotada no pós crise de 2008 foi quantitative easing que nada mais é que a compra de títulos podres de instituições colapsadas (no caso aqui tratado os bancos) afim de injetar dinheiro no mercado, isso pode ser chamado de expansão monetária afim de reanimar a economia.

A crise próxima que tantas escolas econômicas já estão anunciando, desde keynesianos até austríacos (embora os austríacos falem dessa possível crise desde 2010, sendo assim fica fácil acertar, uma vez que as crises no capitalismo são cíclicas, em algum momento irão ocorrer), se dá por conta da forte especulação sem lastro, por exemplo, dia 2 de agosto de 2018 a Apple chegou a valer US$1trilhão em valor de mercado, em setembro foi a vez da Amazon atingir US$1trilhão em valor de mercado, enquanto que todas economias mundiais estavam desacelerando, desde a China, Europa e emergentes, enquanto isso os EUA batendo todos os recordes, é sempre importante lembrar que os EUA vem governando com déficits, por exemplo, no ano anterior (2018), os EUA registraram o maior déficit em seis anos, os gastos com dívida pública aumentaram 7%, até dia 30 de setembro de 2018, o déficit americano alcançou a assombrosa cifra de US$779 bilhões.

Sempre importante lembrar que o Secretário do Tesouro Americano é o Steve Mnuchin que não é nenhum defensor ferrenho do Estado mínimo, muito pelo contrário, já que junto ao Donald Trump impediu a venda de empresas americanas para estatais chinesas e aumentou o protecionismo através de tarifas. Sempre importante também comparar os números, por exemplo a Petrobras no dia 27 de setembro de 2018 em valor de mercado estava avaliada em R$302.560, ou seja uma empresa que conta com seu maquinário, plataformas e o mais valioso que é a reserva de petróleo (que é o que legítima de fato o valor de uma petrolífera, caso contrário é apenas plataforma enferrujada), ou seja, uma empresa com riqueza real vale cerca de dez vezes menos que empresas de tecnologia, cujo patrimônio não pode ser precificado com clareza, já que o valor é medido de acordo com a preferência temporal do consumo da sociedade civil e ainda acaba sendo alvo duma especulação monstruosa, portanto temos as maiores aberrações ocorrendo nas bolsas americanas, quando começar o crash do mercado, se tornará impossível calcular até quando vai chegar o valor de mercado de uma empresa que é puramente não-lastreada e vítima de especulação desenfreada.

Não é necessário ser nenhum economista com PHD em Chicago ou San Diego para visualizar que o mercado acionário americano está bolhado e que a crise é eminente.

Fontes:https://www.valor.com.br/internacional/6025313/eua-registram-maior-deficit-orcamentario-para-um-mes-de-novembro

https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/08/02/apple-atinge-marca-de-us-1-trilhao-em-valor-de-mercado.ghtml

https://epocanegocios.globo.com/Mercado/noticia/2018/09/amazon-chega-marca-de-us-1-trilhao-em-valor-de-mercado.html

https://www.poder360.com.br/internacional/deficit-dos-eua-atinge-us-779-bilhoes-em-2018-maior-desde-2012/

https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/09/27/petrobras-volta-a-ser-a-segunda-maior-empresa-em-valor-de-mercado-da-bovespa.ghtml

https://exame.abril.com.br/negocios/trump-proibe-compra-de-empresa-americana-por-estatal-chinesa/


*Mirko é estudante de economia e história e articulista da Reação.

Criptomoedas e suas características – NANO – Raphael Mirko

por Raphael Mirko

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Nano é a antiga Raiblocks, é uma moeda com um proposta inovadora até mesmo no ramo das criptomoedas, já que é uma moeda que não depende de mineração, escalabilidade quase ilimitada, não inflacionária, sem taxas e com transação instantânea, estamos falando de uma moeda com características perfeitas para ser um meio de pagamento, afinal quando se utiliza moeda fiduciária para comprar alguma mercadoria, o pagamento é rápido e sem taxas, com a Nano também é assim.

Site https://nano.org

Não recomendamos nenhum tipo de investimento em nenhum ativo, tratamos apenas das características deles. 

Criptomoedas e suas características – Crypterium – Raphael Mirko

por Raphael Mirko

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O Token Crypterium foi lançado via ICO (Oferta Inicial de Criptomoeda), podemos afirmar que foi um ICO de sucesso, já que superaram a expectativa de arrecadação, ao todo foram arrecadados mais de US$51 milhões.

O projeto Crypterium vem com a ideia de ser um criptobanco com um aplicativo onde as pessoas poderão realizar pagamentos, transferências, armazenamento de criptomoedas, até o momento o aplicativo suporta Bitcoin, Ethereum, Litecoin e o próprio token Crypterium, também há a possibilidade de transação de moedas fiduciárias e conversão de moedas fiduciárias para criptomoedas e vice-versa.

O token Crypterium, cuja abreviação é CRPT é um token que se utiliza e foi feito na plataforma Ethereum, portanto pode ser armazenada na maior parte das carteiras que suportam Ethereum.

O aplicativo já encontra-se disponível para Android e iOS, para adquirir o token Crypterium, pode ser via corretoras que negociam o token, as corretoras são as seguintes: Liquid, Kucoin, CoinFalcon, Tidex, IDEX, HitBTC e DDEX.

 

 

 

Site Oficial do Token: https://crypterium.com

Não recomendamos nenhum tipo de investimento em nenhum ativo, tratamos apenas das características deles. 

Católico anarcocapitalista? Perversão ou Ignorância?

por Raphael Mirko e Victor.S

Está terminantemente proibido brincar de católico e ser libertário ao mesmo tempo. Com a palavra, o Vaticano: “Tal é, com efeito, o ofício da prudência civil e o dever próprio de todos aqueles que governam. Ora, o que torna uma nação próspera são os costumes puros, as famílias fundadas sobre bases de ordem e de moralidade, a prática e o respeito da justiça, uma imposição moderada e uma repartição equitativa dos encargos públicos, o progresso da indústria e do comércio, uma agricultura florescente e outros elementos, se os há, do mesmo gênero. Todas as coisas que não se podem aperfeiçoar, sem fazer subir outro tanto a vida e a felicidade dos cidadãos (…) o Estado deve servir o interesse comum” — Carta Encíclica Rerum Novarum, redigida pelo Papa Leão XIII.

FONTE: http://w2.vatican.va/content/leo-xiii/pt/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_15051891_rerum-novarum.html

“É certo que por muito tempo pôde o capital arrogar-se direitos demasiados. Todos os produtos e todos os lucros reclamava-os ele para si, deixando ao operário unicamente o bastante para restaurar e reproduzir as forças. Apregoava-se, que por fatal lei econômica pertencia aos patrões acumular todo o capital, e que a mesma lei condenava e acorrentava os operários a perpétua pobreza e vida miserável. E bem verdade, que as obras nem sempre estavam de acordo semelhantes monstruosidades dos chamados liberais de Manchester: não se pode contudo negar que para elas com passo certeiro e constante o regime econômico e social. Por isso não é para admirar que estas opiniões errôneas e estes postulados falsos fossem energicamente impugnados, e não só por aqueles a quem privam do direito natural de adquirir melhor fortuna.” — Carta Encíclica Quadragésimo Anno, redigida pelo Papa Pio XI.

FONTE: https://w2.vatican.va/content/pius-xi/pt/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19310515_quadragesimo-anno.html

“Mas, para mais facilmente se compreender como é que puderam conseguir que tantos operários tenham abraçado, sem o menor exame, os seus sofismas, será conveniente recordar que os mesmos operários, em virtude dos princípios do liberalismo econômico, tinham sido lamentavelmente reduzidos ao abandono da religião e da moral cristã. Muitas vezes o trabalho por turnos impediu até que eles observassem os mais graves deveres religiosos dos dias festivos; não houve o cuidado de construir igrejas nas proximidades das fábricas, nem de facilitar a missão do sacerdote; antes pelo contrário, em vez de se lhes pôr embargo, cada dia mais e mais se foram favorecendo as manobras do chamado laicismo. Aí estão, agora, os frutos amargosíssimos dos erros que preanunciado. E assim, por que nos havemos de admirar, ao vermos que tantos povos, largamente descristianizados, vão sendo já pavorosamente inundados e quase submergidos pela vaga comunista?” — Carta Encíclica Divinis Redemptoris, redigida pelo Papa Pio XI e comprovando que foi a farra do livre mercado que pariu o comunismo.

FONTE: http://w2.vatican.va/content/pius-xi/pt/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19370319_divini-redemptoris.html

Eis então que os libertários pseudo-católicos bradarão: “Para trás, inditoso esquerdista! O papado foi tomado por soças desde o concílio Vaticano II, como ainda dizem respeito a questões morais. Deste modo, segundo o dogma da infalibilidade papal, proclamado no Vaticano I, o obrigatório a qualquer Católico Romano é calar-se e acatar-se, sob pena de excomunhão. Declarações ex cathedra são inquestionáveis, conforme expõe o documento abaixo:

“O Romano Pontífice, quando fala “ex cathedra”, isto é, quando no exercício de seu ofício de pastor e mestre de todos os cristãos, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, define uma doutrina de fé ou costumes que deve ser sustentada por toda a igreja, possui, pela assistência divina que lhe foi prometida no bem-aventurado Pedro, aquela infalibilidade da qual o divino Redentor quis que gozasse a sua igreja na definição da doutrina de fé e costumes. Por isto, distas definições do Romano Pontífice são em si mesmas, e não pelo consentimento da Igreja, irreformáveis. — Constituição Dogmática Bula Pastor Aeternus, Promulgada durante o Concílio do Vaticano I e datada de 18/04/1870.

FONTE: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/i-vatican-council/index_po.htm

Além disso, a própria Sagrada Tradição, tanto da Igreja Ortodoxa quanto da Igreja de Roma, condenam veementemente o individualismo exacerbado e a usura. Deste modo, quem quiser questionar toda essa estrutura, que vire protestante. Agora, quando forem brincar de Sola Scriptura, que expliquem então Mateus 22:21, Lucas 18:24–25, Marcos 10:17–22, Lucas 12:16–21, João 2:13–22 e Mateus 21:12.

A Igreja Ortodoxa também se posiciona condena os senhores: https://mospat.ru/en/documents/social-concepts/

Se você leu até aqui, seja anátema quem se declara cristão e libertário.

Ou você é católico, ou libertário, cruzado Rothbardiano não dá!

Na imagem: Cristo expulsando os mercadores do Templo.

 

Texto publicado originalmente no Medium do autor.