Sobre nós

Nosso grupo se constitui em uma frente ampla filosófica anti-liberal no campo dos costumes e no campo econômico, sendo assim, um grupo que se propõe como uma terceira posição, entre esquerda e direita; também não somos propriamente centristas, uma vez que esta posição costuma ser apenas um meio-termo entre elementos errados de um lado moderado por elementos errados do outro.

Nossa proposta busca superar, transcender esta concepção dicotômica da política sem, entretanto, deixar de dialogar aqui ou acolá com elementos técnicos que ela abarca.

Temos basicamente 11 pontos doutrinais:

1- A Reação Nacional trabalha com duas categorias: a dos princípios, totalmente inegociáveis, tais quais a lei natural e a lei divina, e o dos fatos históricos, contingentes, reinterpretáveis e remodeláveis.
Nossa perspectiva política pretende elencar suas propostas práticas com julgamentos feitos a luz de nossos princípios perenes.

2- A Reação Nacional, ao contrário de um tradicionalismo ingênuo que pretende sociedades agrárias, totalmente desburocratizadas, abrindo mão da tecnologia moderna, não parte de uma idealização romântica do passado, mas sim de uma visão realista, bastante consciente de que o mundo de outrora tinha também seus males e agruras; contudo, ela busca ainda assim, na experiência histórica de nossa civilização, recuperar e atualizar instituições, que apesar de não mais existirem, trouxeram consigo bons resultados e que ainda hoje seriam de grande valia para a sociedade.

3- A Reação Nacional embora rejeite principiologicamente a modernidade e a pós-modernidade, não se furta a atentamente observar nela aspectos concretos que apresentaram bons resultados apesar de seu mau fundamento. Assim, reconhecendo a realidade do tempo e da história e que reconstruir o passado é impossível, a Reação Nacional visa re-fundamentar boas práticas e boas instituições da modernidade sobre novos e sãos fundamentos, ao mesmo tempo em que as enriquece com aspectos das antigas instituições orgânicas que, regressivamente atualizadas, poderiam cooperar para a construção de uma sociedade sã e humana. Desta forma aprovamos os avanços técnicos, científicos e econômicos da sociedade moderna, procuramos, entretanto, dar a ela um sustentáculo ético fundamentado na dignidade intrínseca da pessoa humana e no primado do direito natural. O mesmo aplicamos a autores, filósofos e escritores contemporâneos, recuperando para a ideia de “cristandade” as verdades que coexistem com os erros nos mesmos. Assim, a Reação Nacional compreende que os avanços tecnológicos e que o progresso que vem moldando a mente dos povos a muitos séculos, destruíram por completo algumas formas de vida tradicionais que não são recuperáveis, e que a organicidade delas se perderiam se fossem recuperadas de modo artificial.

4- A Reação Nacional rejeita levantes revolucionários, quarteladas e toda sorte de ruptura institucional violenta. Assim, a Reação Nacional preza por uma ação cultural e política reformista cristã, de acordo com a tradição, o magistério e a dignidade da pessoa humana, de forma cooperar para a construção de uma ordem social personalista e orgânica construída a partir do mundo que temos hoje. Desta forma, a Reação pretende fazer coincidir ou aproximar as instituições hoje existentes e que substituíram as antigas formas, com aquelas de outrora, de forma a recuperar alguma virtude que nelas havia e ainda assim, corresponder a necessidade de nosso tempo.

5- Rejeitamos o presentismo e o liberalismo moderado dos ditos “liberais conservadores”, bem como a ganância e a usura tão louvadas pelos liberais e libertários. Afirmamos, porém, que o bem comum é uma faculdade moral que não advém das lutas intestinas dos indivíduos pelo seu bem particular, mas por uma sadia cooperação comunitária pelo bem do todo do tecido social.

6- Rejeitamos o materialismo e a violência totalitária dos regimes de esquerda, tais como o socialismo, o comunismo e o anarquismo.

7- Rejeitamos ainda visões segregacionistas, racistas e xenofóbicas que, sobretudo, visem desqualificar ou rebaixar o caráter multiétnico e mestiço do nosso povo, venham estes ataques da direita ou da esquerda.

8- A Reação Nacional, embora reconheça ao Estado funções de absoluta e necessária salvaguarda suas dada a realidade hodierna, tais como a defesa da soberania nacional, da autonomia do corpo político para com sua política monetária, fiscal e cambial, ela favorece a subsidiariedade em relação a políticas públicas e a tributação.

9- Procuramos sempre o diálogo aberto e franco com a direita e com a esquerda, naquilo em que elas tem de verdadeiro. Acreditamos que as visões desenvolvimentistas, re-distributivistas, de defesa do trabalho perante o capital, e de luta por uma maior igualdade de renda da esquerda são justas, apenas mal fundamentadas. Rejeitamos, porém suas visões culturais e morais liberais, materialistas, utilitárias e progressistas. D’outro lado, acreditamos que as visões conservadoras, cristãs e tradicionais da cultura e da moral são absolutamente verdadeiras e desejáveis, concordando neste ponto com a direita. Rejeitamos, porém sua visão liberal, materialista, utilitária e progressista das relações econômicas.

10- A Reação Nacional é uma frente ampla que congrega as duas visões elencadas no ponto 9, de forma que as doutrinas por nós abraçadas no campo político são o nacionalismo, a democracia cristã e o tradicionalismo. No campo econômico estamos familiarizados com visões ortodoxas e heterodoxas em relação ao mainstream, como o distributismo, o solidarismo, o novo desenvolvimentismo, o ordoliberalismo e os novo e velho keynesianismos.

11- Nós afirmamos:

Que nosso fundamento se dá numa cosmovisão cristã, que somos a favor da defesa da inviolabilidade da vida humana no ventre materno; da defesa da família natural; que nos opomos à ideologia de de gênero; favorecemos a prioridade do trabalho sobre o capital e, portanto, apoiamos a afirmação inequívoca da centralidade dos direitos trabalhistas; também perseguimos na busca pela superação progressiva e contínua do modo de produção capitalista por uma economia comunitária, que tenha como paradigma de funcionamento não a empresa puramente privada, mas a empresa cooperativa ou em sistema de cogestão; a necessidade premente de uma reforma tributária que faça os impostos parar de pesarem maleficamente sobre os pobres, transferindo o centro da tributação para a renda e não para o consumo, taxando lucros e dividendos, e modificando as alíquotas de Imposto de Renda; afirmamos a participação dos trabalhadores no capital, nas ações da empresa e nos lucros; incentivo a uma reforma agrária não confiscatória e sem igualitarismos perniciosos, uma política industrial que não se funde no materialismo e nem no tecnicismo alienante; e por fim, a defesa da superação da liberal-democracia por uma nova visão democrática alicerçada  numa visão cristã da lei natural e na dignidade da pessoa humana.


Atualizado em 31 de Março de 2019.

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